Mai · 2026
NR-6 — Equipamento de
Proteção Individual.
EPI sem CA não é equipamento de proteção — é material de trabalho sem validade legal. No agronegócio do MATOPIBA, onde o aplicador de defensivo usa macacão, luvas, máscara e botas específicas para organofosforados, a diferença entre CA válido e CA vencido é a diferença entre ter defesa técnica num processo trabalhista e não ter. A ficha de entrega assinada é a única prova de que o EPI chegou até o trabalhador. Sem ela, o juiz presume que não chegou.
CA
obrigatório
Certificado de Aprovação MTE em todo EPI fornecido
EPI sem CA não é EPI — é material de trabalho sem validade protetiva legal. Em acidente, o juiz desconsidera o EPI sem CA como medida de proteção e a responsabilidade da empresa é presumida.
100%
custeio
do EPI é responsabilidade do empregador — sem desconto
A CLT é explícita: EPI é fornecido gratuitamente pelo empregador. Desconto em folha ou cobrança de EPI é prática ilegal que gera ação trabalhista individual de cada trabalhador afetado.
5
anos
de retroativo em ação por EPI inadequado ou sem registro
Trabalhador que prova que usou EPI sem CA ou sem receber treinamento para uso correto pode ajuizar ação retroativa de 5 anos. A ficha de entrega assinada é a única prova de que o EPI foi fornecido.
Por Matheus Lima
Eng. Segurança · NR-6 · EPI · CA · CREA-BA 052353071-4 · Luís Eduardo Magalhães, BA · Mai · 2026
O produtor que acha que forneceu EPI porque tem uma caixa de luvas e máscaras no galpão não tem programa de EPI — tem material de trabalho sem validade legal.

A NR-6 é a norma mais frequentemente mal-entendida no agronegócio. O gestor acha que o cumprimento é simples: compra o EPI, distribui para o trabalhador, problema resolvido. Mas a norma exige muito mais do que isso — e o que ela exige que não é feito é exatamente o que decide o processo trabalhista quando o acidente acontece.
O Certificado de Aprovação é o elemento que transforma um produto de borracha, tecido ou plástico em Equipamento de Proteção Individual com validade legal. Sem CA válido, o equipamento não é EPI perante a legislação — é material de trabalho que o empregador forneceu, mas que não oferece proteção juridicamente reconhecida. Em acidente, o juiz ignora o EPI sem CA como medida de proteção e a responsabilidade da empresa é presumida.
No agronegócio do MATOPIBA, o EPI mais fiscalizado e mais frequentemente irregular é o EPI para aplicação de agrotóxicos. O aplicador de defensivo usa EPI Classe III — o mais restritivo da NR-6. O conjunto completo inclui macacão, avental, luvas, botas, óculos e respirador — todos com CA válido específico para aplicação de agrotóxicos. Na maioria das fazendas que audito, pelo menos um desses itens tem CA vencido ou não tem CA cadastrado para a finalidade de uso com agrotóxicos.
A ficha de entrega é o segundo elemento crítico. Ela é a única prova documental de que o EPI saiu do almoxarifado e chegou às mãos do trabalhador. Sem assinatura do trabalhador na ficha individualizada, o processo trabalhista presume que o EPI não foi fornecido — mesmo que a empresa tenha a nota fiscal de compra, o estoque físico e a boa vontade de provar o contrário.
Ponto-chave
EPI sem CA não é EPI. Ficha de entrega sem assinatura não é prova de entrega. No agronegócio do MATOPIBA, esses dois erros juntos são a combinação mais frequente que leva à condenação automática em processo trabalhista após acidente.
Funções expostas, EPIs exigidos
e documentação obrigatória.
Aplicador de Defensivo
Risco AltoEPIs exigidos
- EPI Classe III para agrotóxico
- CA obrigatório — lista MAPA/MTE
- Treinamento de uso e descontaminação
Documentação
- Ficha de entrega com CA do equipamento
- Registro de treinamento de uso
- FISPQ do produto (define EPI exigido)
- Controle de validade de filtros e luvas
Operador de Colheitadeira
Risco AltoEPIs exigidos
- Protetor auricular — ruído >85 dB(A)
- Óculos de proteção — poeira e fragmentos
- Cinto de segurança — cabine elevada
Documentação
- CA do protetor auricular
- Ficha de entrega por trabalhador
- Registro de substituição periódica
- Atestado de conforto do protetor
Tratorista
Risco MédioEPIs exigidos
- Protetor auricular — ruído do motor
- Protetor solar — UV e calor externo
- Cinto de segurança — risco de capotagem
Documentação
- CA de todos os EPIs fornecidos
- Ficha de entrega com data e lote
- Treinamento de uso registrado
- Controle de reposição de protetor solar
Armazeneiro / Operador de Silo
Risco AltoEPIs exigidos
- Respirador PFF2/PFF3 — poeira orgânica
- Máscara com filtro — atmosfera deficiente
- Arnês de segurança — NR-33
Documentação
- CA do respirador e filtros
- Registro de troca de filtros
- Ficha de entrega NR-33 + NR-6
- Treinamento de uso em espaço confinado
CA: o único critério que transforma
material de trabalho em EPI.
O Certificado de Aprovação é o documento emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que atesta que o equipamento passou pelos ensaios técnicos de desempenho e segurança exigidos pela norma. Ele é o único critério que diferencia um EPI com validade legal de um produto de proteção sem amparo regulatório. Um capacete sem CA é um capacete de plástico. Um respirador sem CA é uma máscara de tecido. Do ponto de vista jurídico, o equipamento é o mesmo — a diferença está em quem assume o risco pelo acidente.
O CA tem um número único, um tipo de equipamento coberto e um prazo de validade. A verificação deve ser feita no portal consultaepi.mte.gov.br — o único banco de dados oficial — antes de cada compra. Não basta o fornecedor afirmar que o produto tem CA. O gestor de EPI deve consultar o número informado no produto, confirmar que o CA está ativo, que o prazo de validade não venceu e que o tipo de equipamento coberto pelo CA corresponde exatamente ao uso pretendido.
Para EPI de aplicação de agrotóxicos — EPI Classe III — o controle é ainda mais específico. O CA deve cobrir o uso com agrotóxicos, e a lista de produtos aprovados cruza com as exigências do MAPA para o produto aplicado. Um respirador com CA para poeira industrial pode não ter CA válido para vapores organofosforados. A distinção é técnica e é exatamente essa distinção que o Auditor-Fiscal e o perito judicial verificam em acidente com aplicador de defensivo.
A frequência de verificação do CA deve ser registrada. Cada lote de EPI comprado deve ter o número do CA, a validade e a data de verificação registrados no controle de estoque. Essa documentação de gestão de compra é o que prova, em auditoria ou processo, que a empresa tinha um sistema de controle de CA — não apenas um estoque de equipamentos comprados sem critério.
Ponto-chave
CA não é número decorativo impresso na embalagem. É o único critério que o juiz, o auditor-fiscal e a seguradora aceitam como prova de que o equipamento é um EPI. Verificação no portal MTE antes de cada lote comprado é procedimento mínimo de gestão.
Riscos NR-6 por fase.
Da compra à substituição.
Seleção e compra
EPI comprado sem verificação do CA no portal do MTE, CA vencido ou fornecedor sem habilitação. O CA deve ser verificado antes de cada compra — número de CA e validade disponíveis em consultaepi.mte.gov.br.
NR-6 item 6.3 · CA válido
Entrega e treinamento
Entrega sem assinatura do trabalhador na ficha individualizada. Treinamento de uso correto não documentado. EPI entregue sem explicação de como usar, limpar e guardar não cumpre a NR-6 — o empregador continua responsável pelo risco.
NR-6 item 6.6 · Ficha de entrega
Uso e fiscalização interna
Trabalhador que recusa usar EPI deve ser advertido e documentado. A empresa que não fiscaliza o uso é responsável solidária pelo acidente — mesmo tendo fornecido o EPI. A prova de fiscalização é registro de supervisão e advertência formal com assinatura.
NR-6 item 6.7 · CLT art. 158
Substituição e controle de estoque
EPI com prazo de validade vencido (protetor auricular endurecido, respirador com filtro saturado, luva com microfuros) continua no uso por controle de estoque negligente. EPI danificado em uso não substituído é prova de abandono de segurança — agrava a responsabilidade em acidente.
NR-6 item 6.6.1 · Controle de prazo
Classe de EPI no agronegócio:
o que cada função exige.
A NR-6 classifica os EPIs em três grandes categorias de risco para fins de certificação. O EPI de Classe I cobre riscos de baixa ou média intensidade — luvas de procedimento, capacetes de proteção mecânica, óculos contra impacto. O EPI de Classe II cobre riscos de alta intensidade — luvas para eletricidade de alta tensão, respiradores para ambientes com contaminante acima do limite de tolerância. O EPI de Classe III é para riscos que colocam a vida em risco direto — e é exatamente aqui que entra o conjunto para aplicação de agrotóxicos.
No agronegócio do MATOPIBA, a função com maior complexidade de EPI é o aplicador de defensivo. O conjunto completo — definido pela FISPQ do produto aplicado — inclui macacão impermeável, avental químico, luvas nitrílicas de manga longa, botas impermeáveis, óculos de proteção ampla visão com proteção lateral, protetor facial e respirador com filtro combinado para vapores orgânicos e material particulado. Cada um desses itens precisa de CA válido e específico para uso com agrotóxicos.
O protetor auricular é o EPI mais comum em toda a cadeia do agronegócio — e o mais frequentemente fornecido sem critério técnico. Colheitadeiras e tratores geram ruído entre 92 e 104 dB(A) dependendo do modelo, da velocidade e da condição de manutenção. O protetor auricular deve ter NRR (Nível de Redução de Ruído) compatível com o nível medido — e isso precisa ser verificado tecnicamente, não comprado pelo menor preço disponível na cooperativa.
O armazeneiro e o operador de silo têm exposição combinada a poeira orgânica, atmosfera deficiente e risco de queda — o que significa que o conjunto de EPI cruza a NR-6 com a NR-33 (espaço confinado). O respirador PFF2 ou PFF3 com CA para poeira orgânica, o arnês com CA para trabalho em altura e a máscara com filtro para atmosfera deficiente formam um conjunto que precisa ser gerido em conjunto — com fichas de entrega, registros de treinamento e controle de troca de filtros separados para cada item.
Atenção técnica
O EPI correto para a função não é o que o gestor acha que é — é o que a análise de risco do PGR e a FISPQ do produto definem. O inventário de riscos por GHE é o documento que especifica o EPI por função. Sem ele, a seleção de EPI é chute técnico com responsabilidade jurídica.
Nível de risco regulatório por não-conformidade NR-6
EPI para agrotóxicos sem CA do MTE
EPI Classe III — NR-6 + MAPA
100
/ 100
Solução: CA válido + ficha assinada
Ficha de entrega sem assinatura
Sem prova de entrega — NR-6 item 6.6
90
/ 100
Solução: Ficha individualizada assinada
EPI vencido em uso
Filtro saturado / luva com microfuros
80
/ 100
Solução: Controle de estoque e validade
Sem treinamento de uso documentado
NR-6 exige orientação de uso correto
75
/ 100
Solução: Registro de treinamento + presença
Protetor auricular inadequado ao ruído
NRR não compatível com 92-104 dB(A)
70
/ 100
Solução: CA + NRR adequado ao nível medido
Leitura analítica. EPI para agrotóxicos sem CA e ficha de entrega sem assinatura são as duas não-conformidades que mais aparecem combinadas em fazendas do MATOPIBA — e que, juntas, tornam a condenação em processo trabalhista praticamente automática após acidente com aplicador de defensivo. Estimativa baseada em auditorias NR-6 realizadas pela Excello Engenharia.
Cascata de consequências NR-6
O que acontece quando o EPI não tem CA.
Em três estágios consecutivos.
01
MTEAuto de infração por EPI inadequado
Prazo
Imediato na fiscalização
O Auditor-Fiscal verifica: CA válido, ficha de entrega assinada, treinamento documentado e estado do EPI em uso. Qualquer falha é auto de infração individual por trabalhador. Fazenda com 30 trabalhadores sem ficha de entrega = 30 autos simultâneos. EPI sem CA é infração por si só — independentemente de acidente.
Auto por trabalhador sem ficha assinada
02
TrabalhistaResponsabilidade por acidente sem EPI adequado
Prazo
Ação após o acidente
Acidente com trabalhador que não recebia EPI com CA válido ou que não recebeu treinamento de uso correto inverte o ônus da prova. A empresa precisa provar que o EPI era adequado, foi entregue, foi treinado e o trabalhador se recusou a usar — e essa prova só existe se a documentação está correta. Sem ela, a condenação é automática.
Inversão do ônus da prova
03
CriminalNegligência em acidente grave
Prazo
Inquérito policial imediato
Em acidente grave ou fatal causado por ausência de EPI adequado, o responsável técnico (CREA) e o empregador respondem criminalmente por negligência (art. 132 CP — exposição a perigo de vida, e art. 121/129 CP — lesão corporal culposa / homicídio culposo). A ausência de EPI com CA válido é elemento probatório direto de negligência.
Responsabilidade criminal do RT
Ficha de entrega: o documento
que decide o processo trabalhista.
A ficha de entrega de EPI é o documento que prova, perante qualquer instância — auditor fiscal, juiz trabalhista, perito judicial — que o equipamento saiu do almoxarifado e chegou até o trabalhador identificado. Sem ela, não existe prova de entrega. A nota fiscal prova que a empresa comprou o EPI. O estoque prova que o EPI existe. Nenhuma das duas prova que o trabalhador recebeu.
A ficha deve ser individualizada por trabalhador — uma ficha por pessoa, não uma lista coletiva de turno ou de equipe. Deve registrar cada entrega separadamente: EPI inicial na admissão, reposição por desgaste natural, substituição por EPI danificado e reposição por perda. Cada linha de entrega precisa de data, descrição do EPI com número do CA, lote se aplicável, e assinatura do trabalhador na mesma linha da entrega.
Identificação completa do trabalhador
Nome completo, função, setor ou GHE (Grupo Homogêneo de Exposição) e data de admissão. A função é crítica porque define quais EPIs são obrigatórios — trabalhador que muda de função deve receber nova ficha para os novos EPIs exigidos.
Descrição do EPI com número do CA e lote
Nome do equipamento, marca, modelo, número do Certificado de Aprovação e, quando aplicável, o lote de fabricação. O número do CA é o que permite rastrear a validade do equipamento no portal MTE e vincular o EPI fornecido ao CA verificado na compra.
Data de entrega e prazo de substituição
Data exata de cada entrega e o prazo estimado de substituição com base na vida útil do equipamento. O prazo de substituição é o gatilho para o controle de estoque e para a próxima entrada na ficha do trabalhador.
Declaração de recebimento de orientação de uso
Declaração de que o trabalhador recebeu orientação sobre como usar corretamente o EPI, como conservá-lo e como guardá-lo. Sem essa declaração assinada, a NR-6 não está cumprida — mesmo que o EPI tenha CA válido e tenha sido entregue.
Assinatura do trabalhador na linha da entrega
Assinatura manuscrita do trabalhador na mesma linha do registro de entrega — não em campo genérico ao final da ficha. Em processo trabalhista, assinatura deslocada é argumento de defesa para o trabalhador alegar que assinou documento em branco ou que não reconhece a entrega específica.
Guarda por no mínimo 5 anos após o desligamento
A ficha de entrega de EPI é documento que pode ser requerido em ação trabalhista ajuizada até 5 anos após o desligamento. Descarte da ficha antes desse prazo é destruição de prova e gera presunção desfavorável à empresa no processo.
"Ficha de entrega sem assinatura do trabalhador não é ficha de entrega. É papel que prova que a empresa tentou cumprir a norma — e não conseguiu provar que conseguiu.
EPC antes de EPI: a hierarquia
que a NR-6 e a NR-9 definem.
A NR-6 define o EPI como medida de proteção de último recurso — não a primeira linha de defesa. A hierarquia de controle de riscos estabelecida pela NR-9 e confirmada pela NR-6 é clara: primeiro eliminar o risco na fonte; depois substituir o agente por outro menos perigoso; depois usar Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC); somente quando nenhuma dessas medidas for tecnicamente viável ou suficiente é que o EPI entra como complemento.
No agronegócio, isso significa que o enclausuramento da cabine de colheitadeira com isolamento acústico — EPC — é tecnicamente superior ao protetor auricular — EPI — para o controle do ruído do operador. Não porque o protetor auricular seja ineficaz, mas porque o EPC protege independentemente do comportamento do trabalhador, enquanto o EPI depende do uso correto, contínuo e consciente. Quando cabines com isolamento acústico certificado são instaladas, o nível de ruído na cabine pode cair abaixo do limite de ação — e o protetor auricular deixa de ser obrigatório.
Para aplicação de defensivos, a EPC mais eficaz é o sistema de pulverização automatizado com cabine fechada pressurizada — o operador controla a aplicação de dentro da cabine sem contato direto com o agrotóxico. Onde a automação não é tecnicamente ou economicamente viável, o conjunto de EPI Classe III é a alternativa regulatória — mas o PGR deve documentar por que o EPC não foi implementado.
A documentação da hierarquia EPC/EPI é parte do inventário de riscos do PGR. Cada risco mapeado por GHE deve registrar: qual EPC foi implementado (ou por que não foi), qual EPI complementa a proteção e qual é o CA válido do EPI selecionado. Esse registro é o que prova, em auditoria fiscal ou processo judicial, que a empresa não escolheu o EPI como solução fácil — e sim como complemento técnico após esgotamento das medidas coletivas.
Ponto-chave
EPI não substitui EPC — complementa. A empresa que usa EPI como primeira medida de controle sem documentar a análise de viabilidade de EPC está em não-conformidade com a hierarquia da NR-9 e NR-6, mesmo que o EPI tenha CA válido e ficha assinada.
Os quatro erros de EPI que mais
geram responsabilidade em fazendas.
Em auditorias NR-6 realizadas em fazendas e agroindústrias do MATOPIBA, os mesmos quatro erros aparecem sistematicamente — independentemente do porte da operação ou do nível de organização do RH. São erros de processo, não de intenção. E todos têm solução direta quando abordados com antecedência.
EPI para agrotóxicos com CA vencido ou inadequado
A fazenda compra o macacão, a luva e o respirador no distribuidor agrícola da cidade. O produto tem número de CA impresso na embalagem. Mas quando o número é consultado no portal MTE, o CA está vencido há dois anos — ou estava válido para poeira, não para vapores de agrotóxicos. O aplicador de defensivo usa o equipamento, a fazenda acha que está cumprindo a NR-6, e o acidente acontece com EPI juridicamente inválido.
Risco: EPI Classe III sem CA válido — condenação presumidaFicha de entrega coletiva ou sem assinatura individualizada
A fazenda controla a distribuição de EPI por turno ou por equipe — uma única lista onde o encarregado assina recebendo para todos. Em processo trabalhista, essa lista não prova que o trabalhador específico recebeu o EPI específico. O juiz reconhece a lista como evidência de distribuição coletiva, não de entrega individualizada com ciência do trabalhador. Cada trabalhador precisa de ficha própria, com assinatura em cada entrega.
Risco: Sem prova de entrega individual — responsabilidade presumidaProtetor auricular sem critério técnico de NRR
A fazenda fornece protetor auricular de espuma — o mais barato disponível — para todos os operadores de colheitadeira e trator. O NRR do produto é 19 dB. O nível de ruído medido na cabine da colheitadeira é 98 dB(A). A NR-15 define o limite de tolerância para 85 dB(A). Com o protetor fornecido, o trabalhador ainda recebe 79 dB(A) — acima do limite. A perda auditiva é progressiva, a ação trabalhista é retroativa de 5 anos, e o protetor errado não configura EPI adequado.
Risco: NRR inadequado — EPI não neutraliza o agenteEPI fornecido sem treinamento de uso documentado
O trabalhador recebe o respirador com filtro no primeiro dia de trabalho, assina a ficha de entrega e começa a aplicar defensivo no dia seguinte. Ninguém ensinou como encaixar o respirador para criar vedação, como verificar se o filtro está saturado, como trocar o cartucho, como armazenar o equipamento entre aplicações. O EPI foi fornecido, a ficha foi assinada — mas sem treinamento de uso correto, a NR-6 não está cumprida. Em acidente, o perito verifica se o trabalhador sabia usar o EPI corretamente.
Risco: Treinamento ausente — ônus da prova invertidoComo a Excello gerencia EPI no
PGR e nos treinamentos.
A Excello Engenharia integra a gestão de EPI ao PGR — o inventário de riscos por GHE define o EPI correto por função, e o sistema de controle de CA e vencimentos garante que o estoque nunca tenha EPI com CA vencido em circulação. O objetivo é que o gestor nunca enfrente auditoria fiscal ou processo trabalhista sem defesa técnica documentada.
Inventário de EPI integrado ao PGR por GHE
O inventário de riscos do PGR especifica o EPI obrigatório para cada Grupo Homogêneo de Exposição — aplicador de defensivo, operador de colheitadeira, tratorista, armazeneiro. Cada EPI listado no PGR tem o número do CA verificado, a validade registrada e o critério técnico de seleção documentado. O PGR é o documento que prova que o EPI foi escolhido por critério técnico, não por preço ou conveniência.
PGR integrado · GHE por função · CREA-BA 052353071-4Controle de CA e vencimentos com alertas antecipados
Sistema de controle de validade de CA para cada tipo de EPI em estoque. A Excello verifica o CA de cada lote comprado no portal MTE e registra o vencimento no sistema de controle da empresa. Alertas antecipados garantem que nenhum EPI com CA vencido seja distribuído — e que a reposição seja planejada antes do vencimento.
Controle de CA · Portal MTE · Alertas de vencimentoTreinamento de uso correto com registro documentado
Treinamento de uso correto de EPI por função — aplicador, operador de colheitadeira, operador de silo — com conteúdo específico para cada conjunto de equipamentos: como encaixar, como verificar integridade, como limpar, como guardar, quando substituir. Cada treinamento tem lista de presença assinada, conteúdo programático registrado e certificado individual emitido. O registro é parte do dossiê de EPI da empresa.
Treinamento NR-6 · Lista de presença · Certificado individualFichas de entrega individualizadas e digitalizadas
Elaboração e implantação das fichas de entrega de EPI individualizadas — uma por trabalhador — com todos os campos exigidos pela NR-6: identificação, descrição do EPI com CA, data de entrega, declaração de orientação de uso e assinatura. As fichas são digitalizadas e armazenadas no arquivo SST da empresa, com prazo de guarda controlado por no mínimo 5 anos após o desligamento de cada trabalhador.
Ficha individualizada · Digitalização · Arquivo SST 5 anos"EPI com CA vencido não é EPI com problema. É material de trabalho. O juiz lê o CA, verifica a data no portal MTE e decide em dois minutos se a empresa tinha defesa técnica ou não tinha.

Matheus Lima
Eng. Segurança · NR-6 · EPI · CA · Gestão de EPC · SGI Agro
Engenheiro Civil, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Ambiental e Engenheiro Eletricista. A gestão de EPI no agronegócio envolve especificidade técnica que vai muito além de comprar equipamento e distribuir — exige inventário de riscos por GHE, verificação de CA, controle de vencimentos, treinamento documentado e ficha de entrega individualizada. A Excello Engenharia estrutura esse sistema de ponta a ponta.
Fundei a empresa em 2014 para resolver o SGI do agronegócio do MATOPIBA com profundidade técnica. O EPI é a última linha de defesa — e precisa ser tratado como tal, com toda a documentação que sua função exige.
Especialidades
NR-6 · EPI · CA · Gestão de EPC · SGI Agro
Registro
CREA-BA 052353071-4
Contato
matheuslima@excelloengenharia.com
Fontes consultadas.
NR-6 — Portaria MTE nº 3.214/1978, atualizada — Equipamento de Proteção Individual
CLT art. 158 e 166 — Obrigações do empregador e empregado quanto ao EPI
Portal ConsultaEPI — MTE (consultaepi.mte.gov.br) — verificação de CA
NR-9 — Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (hierarquia EPC/EPI)
Portaria SIT nº 194/2010 — Procedimentos de certificação de EPI
Perguntas frequentes sobre NR-6.
Dúvidas comuns sobre Certificado de Aprovação, ficha de entrega de EPI, EPI para agrotóxicos, protetor auricular e conformidade NR-6 no agronegócio do MATOPIBA.
NR-15 — Insalubridade
EPI neutraliza agente insalubre — CA é condição.
NR-31 — Trabalho Rural
EPI obrigatório em todas as atividades rurais.
PGR
Inventário de riscos define EPI por função e GHE.
APR
APR especifica EPI obrigatório para cada atividade.
NR-33 — Espaço Confinado
Arnês e respirador com CA são obrigatórios para NR-33.
Segurança do Trabalho
SGI integrado com gestão completa de EPI.
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Diagnóstico dos 7 pilares SGI em 10 perguntas. Resultado imediato com as prioridades de ação para a sua operação. Sem custo, sem compromisso.
CNPJ 21.336.252/0001-66 · CREA-BA 052353071-4 · Resposta em até 48h úteis